domingo, 1 de novembro de 2009

Estátuas da Ilha da Páscoa podem ter orientação astronômica

Estudo fez 'uma reinterpretação arqueo-astronômica' das teorias sobre as antigas esculturas da ilha


Pedra que contém suposto mapa estelar


(Efe / Estadão) As enigmáticas esculturas da ilha de Páscoa, os moais, podem estar orientados de forma consciente na direção de determinadas estrelas, mais importantes que o Sol para a civilização Rapa Nui, segundo o astrônomo espanhol Juan Antonio Belmonte.

O pesquisador do Instituto de Astrofísica das Canárias fez, junto com o antropólogo da Universidade do Chile, Edmundo Edwards, "uma reinterpretação arqueo-astronômica" dos ahus - as plataformas cerimoniais sobre as quais se erguem os moais - para o que estudaram 30 desses locais.

Alguns dos Moais da ilha de Páscoa

Ambos reinterpretaram teorias anteriores, especialmente do astrônomo norte-americano William Liller, para quem os ahus estavam orientados para os locais de nascer e pôr do Sol nos equinócios e no solstício de inverno.

Belmonte diz que há mais de uma centena de ahus na ilha, de forma que deveria ser feito um estudo estatístico detalhado para verificar se se orientavam em função da astronomia e da topografia, algo similar ao que, para sua surpresa, encontrou no Egito.

"Os egiptólogos diziam que os templos estavam orientados em direção ao Nilo e nós dizemos que os egípcios elegiam lugares com uma orientação astronômica sugestiva, que algumas vezes eram perpendiculares ao rio", explicou.

Na ilha de Páscoa poderia ter ocorrido algo parecido, mas é preciso "um estudo a fundo."

Uma peculiaridade dos ahus é que a maioria deles está colocada de forma que as estátuas ficam de costas para o mar, o que, a princípio, sugere que a orientação dominante é topográfica.

Os moais "olhavam" para o povoado, do que se supõe que as estátuas eram grandes chefes mortos.

No entanto, os investigadores encontraram "conotações arqueo-astronômicas interessantes" nas estátuas situadas no interior da ilha, das quais uma está "claramente" orientada na direção de Plêiades e outras, na direção da constelação de Órion.

A idéia de que os ahus e seus moais estão orientados para as estrelas parte das investigações que sobre o local que fez o antropólogo Edmundo Edwards, que mora na ilha e está casado com uma neta do último soberano aborígine do local.

Edwards havia ouvido as "idéias antigas e a tremenda importância" que dão os anciãos de Páscoa para as estrelas e, sobretudo, para as Plêiades, que eles chamam de matariki ("pequenos olhinhos") e ao Cinturão de Órion, tautoru ("os três belos"), "mas ao Sol, não prestam muita atenção."

Para os habitantes de Rapa Nui, as Plêiades indicavam o inicio do ano no mês de Anakena, quando saíam ao amanhecer, e marcavam em sua última visão da tarde da estação de Hora Nui, a melhor do ano, quando se abria a temporada de pesca e se realizavam rituais em honra dos antepassados frente aos ahus com seus moais, e estava proibida a guerra.

Órion também marcava o início do ano e o início das festas principais da ilha, as Paina, em torno da primeira lua do verão.

No extremo oriental da ilha, na afastada península de Pike, se encontra um lugar com uma pedra inscrita conhecida como "a pedra para observar as estrelas", e próxima a esta há outra, onde se representa um mapa estrelar.

Para Belmonte e Edwards, este mapa poderia ser uma representação bastante realista das Plêiades e a presença do azul em sua decoração sugere "uma conexão com a temporada de pesca", que vinha marcada pela posição dessas estrelas.

Ambas as pedras estão precisamente no único lugar da ilha em que se pode ser as Plêiades nascerem e se pôr.

Belmonte explica que os habitantes de Páscoa utilizavam as estrelas como guia para a navegação e para o controle do tempo, através da observação de suas posições em momentos chave do ano.

Para os investigadores, o solitário moai Ahu Uri a Urenga olhava para o nascer das Plêiades pouco antes do nascer do Sol no solstício de inverno, marcando o começo de um novo ano em Páscoa.

Além disso, os sete moais Ahu a Kivi, as únicas estátuas da ilha que olham para o mar, estão viradas para as estrelas de Órion bem quando estas desapareciam sobre o horizonte marinho, indicando também a chegada do novo ano com a aparição da nova lua no mês de Anakena.

Uma dificuldade para a investigação é que todos os moais foram derrubados durante as guerras civis que ocorreram na ilha durante o século XVIII, e só começaram a ser reinstalados a partir da década de 1950, sendo que a maioria permanece no chão.

Ariane-5 leva dois satélites de comunicação para a órbita da Terra

Lançamento ocorreu a partir da base da Guiana Francesa.Serão colocados em órbita os satélites ProtoStar I e o BADR-6.

(G1 / AFP) Depois de alguns adiamentos, o foguete europeu Ariane-5 lançou dois satélites a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa. A missão é colocar em órbita o ProtoStar I, da ProtoStar, e o BADR-6, da Arabsat, ambos equipamentos destinados à transmissões televisivas. (Foto: Agência Espacial Européia)

Nasa lança ônibus espacial pela última vez em 31 de maio de 2010

(Folha) A última missão da atual frota de ônibus espaciais da Nasa (agência espacial norte-americana) vai começar no dia 31 de maio de 2010, com o lançamento da Endeavour. As naves Discovery, Atlantis e Endeavour serão aposentadas quatro meses depois.

Outras duas missões da agência estão previstas para este ano, em 8 de outubro e 10 de novembro, informou a Nasa. Outras cinco missões devem acontecer em 2009 e três em 2010.

"Estas datas ainda podem mudar segundo o programa de lançamento dos outros veículos. Mas refletem o compromisso (da Nasa) de terminar a montagem da estação e retirar a frota de ônibus espaciais e realizar a transição para novos veículos de lançamento", precisou um comunicado da Nasa.

Caberá à Endeavour o vôo final do programa atual, que começou com o lançamento do Columbia em 12 de abril de 1981, no Kennedy Space Center, em Cabo Canaveral, na Flórida.

Originalmente, a frota tinha cinco veículos, mas duas não voltaram de suas missões. A Challenger explodiu logo após um lançamento, em janeiro de 1986 e a Columbia explodiu em fevereiro de 2003, ao fazer sua reentrada na atmosfera. Cada uma carregava sete astronautas, que morreram.

Quando os ônibus espaciais forem aposentados, a Nasa vai se concentrar em um novo tipo de veículo, similar à nave Apollo, porém muito maior, lançado por meio de foguete. A intenção é que as novas naves, chamadas Orion, cumpram missões na Lua e em Marte.

Cientistas encontram sinais de água em vidro vulcânico da Lua

Descoberta contraria a noção mais comum, de que a Lua nunca conteve quantidades significativas de água

(Estadão) A análise de contas de vidro colorido encontradas na Lua pelas missões Apollo 15 e Apollo 17, realizadas em 1971 e 1972, revelam que o interior do satélite foi rico em água até cerca de 3 bilhões de anos atrás. A descoberta, apresentada na edição desta semana da revista científica Nature, contradiz a idéia, mais comumente aceita, de que a Lua já surgiu desidratada, e oferece uma explicação para a origem dos depósitos que gelo que parecem existir em crateras localizadas nos pólos do satélite.

"O que nossas descobertas indicam é de que ou a água não se perdeu por completo no grande impacto que formou a Lua, ou que ela voltou a se acumular por meio de material de meteoritos, nos primeiros 100 milhões de formação do satélite", diz o principal autor do estudo, o argentino Alberto Saal, atualmente na Universidade Brown, nos EUA. Embora as amostras sejam antigas, a análise atual só foi possível graças a desenvolvimentos tecnológicos recentes.

A teoria mais aceita para a origem da Lua diz que o satélite surgiu após a colisão de um outro astro, do tamanho de Marte, com a Terra primitiva, há mais de 4 bilhões de anos. "A idéia é de que o material expelido pelo impacto formou um anel, que aos poucos se agregou para formar a Lua", explica Saal.

Até agora, predominava a hipótese de que, com o impacto, toda a água disponível para o satélite teria sido eliminada para o espaço. Mesmo a água existente na Terra poderia ter desaparecido. "Não sabemos de fato o que aconteceu, mas a água pode não ter se perdido totalmente na Terra, ou pode ter sido reposta por material de meteoritos", diz o cientista.

No trabalho publicado na Nature, Saal e colegas descrevem os resultados da análise de vidros vulcânicos, pequenas gotas transparentes, solidificadas a partir de material expelido por vulcões lunares. "A Lua teve atividade de magma de 4,4 bilhões a 2,5 bilhões de anos atrás, aproximadamente", diz o cientista. "Mas há muito pouca informação sobre a Lua; não se sabe se ela já teve um núcleo de ferro derretido, ou quando se resfriou de vez".

O estudo das contas de vidro mostrou que elas contêm sinais de água com concentração maior no núcleo e menor na superfície, o que, segundo os autores do trabalho, demonstra que a substância não foi implantada lá por material vindo do espaço, mas estava presente quando da formação do vidro.

"Podemos afirmar que a água é magmática, original da Lua, o que significa que veio das profundezas do manto lunar, quando ele derreteu", diz Saal.

Uma vez lançada à superfície lunar pelos vulcões, a água pode ter se perdido para o espaço, por conta da baixa gravidade lunar. A equipe de Saal estima que 95% da água presente originalmente no magma foi eliminada por meio de erupções. Mas parte dessa água poderia ter se congelado em crateras profundas, nos pólos do planeta.

Nos anos 90, duas sondas orbitais, Clementine e Lunar Prospector, detectaram sinais que poderiam ser de água congelada perto do pólo sul da Lua. Cientistas especularam, na época, que a água poderia ter sido depositada lá por cometas ou meteoritos. A questão ainda está em aberto, mas a Nasa tem duas missões programadas para testar a idéia - o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), com lançamento previsto para este ano, e o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCrOSS), para 2009.

"Verificar se há água na superfície da Lua é um passo importante rumo a uma futura base lunar tripulada", diz Saal.

A "Visão para Exploração Espacial" anunciada pelo presidente dos EUA, George W. Bush, em 2004, pede um retorno de astronautas à Lua por períodos de permanência cada vez mais prolongados, começando a partir de 2015.

Novo Planeta Descoberto NASA detecta água no espaço

NASA detecta água no espaço

O telescópio espacial "Spitzer", da NASA, detectou num sistema planetário em formação a quantidade suficiente de vapor de água para encher cinco vezes os oceanos da Terra.

Este sistema encontra-se a, aproximadamente, mil anos-luz da Terra, na constelação de Perseu. Segundo os especialistas da NASA, o vapor de água tem origem numa nuvem central do sistema e cai sobre um disco de poeira estrelar, que seria o material da formação inicial dos planetas.


Novo Planeta Descoberto

Este planeta situa-se na orbital 55 Cancri a cerca de 41 anos-luz da Terra. Tem uma massa superior à do nosso planeta - o que é equivalente a metade do tamanho de Saturno - e demora 260 dias a dar a volta completa à 55 Cancri .

O planeta encontra-se na "zona habitável" daquele sistema solar, onde as temperaturas permitem a existência de água no estado líquido.

A estrela 55 Cancri situa-se na constelação de Caranguejo, tem uma massa e idade parecidas com as do Sol, e o seu sistema solar tem várias semelhanças com o nosso, apesar de ainda não ter sido encontrado um planeta rochoso como a Terra ou Vénus.


Temperatura aumenta 700 graus Celsius em planeta a 200 anos-luz da Terra


Simulação computadorizada do planeta HD 80606b (Foto: NASA/JPL-Caltech/D. Kasen (UC Santa Cruz))
Tão temidas na Terra, as mudanças climáticas acontecem de forma natural e absolutamente espetacular a cada três meses em um planeta fora do Sistema Solar: quando, em razão de sua órbita, se aproxima de sua estrela, ele aquece nada menos que 700 graus em apenas seis horas. Pela primeira vez, o surpreendente aquecimento foi testemunhado por especialistas e pode servir para compreender características atmosféricas em momentos de aquecimento, revela matéria publicada nesta quinta-feira no jornal O Globo.

- Esta é a primeira observação de clima tão alterado em um planeta que não pertence ao Sistema Solar - afirmou Gregory Laughlin, principal autor do estudo publicado na edição de ontem da revista científica britânica "Nature".

O HD8606b é um gigante de gás com um tamanho quatro vezes superior ao de Júpiter, que orbita ao redor de uma estrela situada a 200 anos-luz da Terra. Depois de analisarem as informações proporcionadas pelo telescópio Spitzer, da Nasa, e medir a luz infravermelha irradiada pelo planeta, os cientistas conseguiram determinar que sua temperatura passou de 527 graus Celsius para 1.277 graus Celsius em um período de seis horas. O HD8606b tem uma temperatura média abrasadora de 525 graus Celsius, mas, as variações são extremas, como revelaram as medições. - Esta é a primeira observação de clima tão alterado em um planeta que não pertence ao Sistema Solar - afirmou Gregory Laughlin, principal autor do estudo publicado na edição de ontem da revista científica britânica "Nature".

Os efeitos desse enorme aumento de temperatura poderiam ser descritos como uma explosão. À medida que a atmosfera de aquece e expande, produz fortes ventos, da ordem de 18 mil quilômetros por hora. Os ventos, devido à rotação em órbita, formam tormentas em grande escala, que só começam a serenar quando o planeta se afasta de seu sol.

Fonte:O Globo




Há água em Marte?

Largas quantidades de gelo de água pura foram detectadas no pólo sul de Marte por instrumentos de sonda europeia Mars Express, segundo um estudo publicado nos Estados Unidos. Essa água gelada representa o maior reservatório de água do planeta descoberto até hoje.

Se este gelo derretesse completamente, a água acabaria por cobrir todo o planeta vermelho com uma profundidade de onze metros, revelam os astrofísicos.

Com esta descoberta, dá-se um novo rumo em relação à exploração do planeta vermelho e traz assim de volta a dúvida sobre a existência de vida em Marte.



Nave revela segredos de Mercúrio


Imagem de Mercúrio divulgadas pela NASA. Vulcões estariam nas origens do planeta/ Reuters


Um intenso vulcanismo e não o impacto de meteoritos estaria nas origens de Mercúrio, um planeta ainda repleto de mistérios para os cientistas. Uma série de onze estudos publicada na quinta-feira na revista "Science" revelou, pela primeira vez, a composição de boa parte da atmosfera e da superfície de Mercúrio, de acordo com matéria publicada nesta sexta pelo jornal O Globo. O planeta mais próximo do Sol é também um dos mais difíceis de serem abordados por uma nave em razão de suas temperaturas elevadas e sua órbita curta e irregular. Até hoje, apenas uma missão, há mais de 30 anos, havia se aproximado de Mercúrio: a Mariner 10, que sobrevoou três vezes o planeta entre 1974 e 1975. Agora, a Messenger (também da Nasa) se encontra nas proximidades de Mercúrio. Lançada em 2004, ela sobrevoou o planeta em janeiro deste ano. Foram os dados obtidos nessa missão que forneceram a base para os estudos divulgados . De acordo com especialistas da Universidade de Michigan, que estudaram os dados, a atmosfera de Mercúrio contém silicatos, sódio, enxofre e até íons de água. Os instrumentos da Messenger revelaram ainda que embora Mercúrio contenha muito ferro em seu interior, esse metal é relativamente escasso na superfície.

EXISTEM Vários Planetas além do Sistema Solar

EXISTEM Vários Planetas e fora do Sistema Solar

A estrela Epsilon Eridani encontra-se a 10 anos-luz da Terra – é a 9ª estrela mais próxima do nosso Sol e pouco mais alaranjada que a nossa estrela.
Na série Star Trek, esta estrela ficou famosa por ter o planeta Vulcan, a casa do Spock, a orbitá-la.
No ano 2000 (confirmado em 2006), observações permitiram ver que a estrela continha um planeta , tornando-se a estrela mais próxima de nós a ter planetas à volta. Apesar do planeta estar a mais de 3 Unidades Astronómicas de distância, o planeta tornou-se conhecido por Vulcan.
Outro possível planeta, Epsilon Eridani c, está a 40 UA de distância da estrela, o que faz completar uma translação (ano) em 280 anos!
Sabia-se também que a estrela tem uma espécie de Cintura de Kuiper, e uma Cintura de Asteróides exatamente na mesma zona da nossa.
As más notícias é que é que esta Cintura de Asteróides põe em causa a excentricidade (0.7) do planeta descoberto, já que ele “limparia” os asteróides na sua órbita.
Por outro lado, descobriu-se uma nova Cintura de Asteróides, mais exterior, entre a Cintura de Asteróides gémea da nossa e a Cintura de Kuiper de lá.
As falhas existentes entre os anéis desta Cintura dão a entender que esta estrela tem vários outros planetas a orbitá-la.

Em Maio de 2007, foi medido um Planeta Gelado-Quente.
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Crédito: NASA, ESA e STScI
No nosso Sistema Solar, após os Gigantes Gasosos temos os Gigantes Gelados como Úrano e Neptuno.
Pois bem, foi descoberto um tipo de gigante gelado, do tamanho de Neptuno, mas muito perto da estrela-mãe (que é uma anã vermelha).
O novo planeta, GJ 436 b, foi descoberto em 2004, é 22 vezes mais massivo que a Terra, tem 4 vezes o diâmetro da Terra, tem uma temperatura à superfície de cerca de 300 ºC, está 14 vezes mais próximo da estrela-mãe que Mercúrio do Sol, e encontra-se a cerca de 30 anos-luz de nós.
Apesar de descoberta ter sido há 3 anos atrás, só agora foi possível medir a sua massa e diâmetro, pelo método do Trânsito.
Devido a estas medições, os cientistas estimam que o planeta seja composto principalmente de água.
Mas não água tal como a conhecemos, e certamente que não água à superfície do planeta.
Será água no estado sólido – chamado de gelo – mas não daquele gelo que encontramos na Terra, mas sim gelo especial adaptado a temperaturas e pressões bastante estranhas que aqui na Terra só conseguimos produzir em laboratórios (existem 12 tipos diferentes de gelo).

Em Maio de 2007, foi encontrado um inferno planetário. Foi encontrado o planeta mais quente. Com cerca de 2000 ºC, este planeta é mais quente do que algumas estrelas! (como comparação temos que no nosso Sistema Solar o planeta mais quente é Vénus, com cerca de 450 ºC) Será talvez o planeta mais negro descoberto até hoje.
Hell
Cortesia: NASA/JPL/Caltech
Chama-se HD 149026b e é um planeta extrasolar categorizado de Júpiter Quente. Encontra-se a 279 anos-luz da Terra, na constelação de Hércules.

Em Maio de 2007, foi descoberto um trio de planetas com tamanho de Neptuno. A estrela que é companheira destes mundos é a HD 69830, a qual é menos maciça que a estrela Sol. Um aspecto curioso relacionado com estas descobertas, é que cada vez mais se encontram planetas cada vez mais pequenos em órbitas cada vez mais afastadas.

Em Maio de 2007, foi anunciado que astrónomos ligados à UT descobriram dois planetas a orbitar a estrela HD 155358.
É interessante ver que as suas órbitas interagem gravitacionalmente de modo a que cada uma delas fica mais circular ou mais excêntrica em clara inversão proporcional à mudança da outra órbita.
Surpreendentemente o sistema é estável, com ciclos de 3.000 anos.
Estes planetas levantam novamente algumas dúvidas quanto à teoria de formação de planetas largamente aceite.
A descoberta de planetas à volta da estrela HD 155358 é de facto um desafio para as teorias de formação planetária.
Existem actualmente duas teorias em confronto para tentar explicar porque razão as estrelas com planetas (ECP) apresentam uma metalicidade maior do que as estrelas sem planetas. De um lado as ECP poderiam ter sido formadas preferencialmente em nuvens com alta metalicidade e daí a razão do que observamos, mas também é possível que as ECP tenham sido contaminadas através dos discos protoplanetários ou através da queda de planetas nas ECP.
Seja qual for o caso, os estudos recentes de Matsuo e outros dão um índice mínimo de metalicidade (Fe/H) de -0.85 para ECP com planetas através de acreção e um disco com 5 massas da massa mínima da nebulosa solar primitiva.
Ora o caso recente da descoberta de planetas à volta da estrela HD 155358, contraria isto, pois a estrela tem um indicie de metalicidade de -0,67.
Portanto, existe aqui uma contradição clara, que terá que ser resolvida nos próximos tempos com novos estudos e novas observações.

Em Maio de 2007, várias equipas trabalharam em conjunto de modo a descobrirem 28 novos planetas extrasolares!
4 deles estão em sistemas estelares que já tinham planetas anteriormente detectados.
Algumas conclusões provisórias é que planetas gigantes orbitam preferencialmente estrelas massivas, enquanto estrelas com pouca massa têm maior probabilidade de ter planetas “como o nosso”.
Em apenas 12 anos, descobriram-se 236 planetas a orbitarem estrelas que não o Sol.

Em Agosto de 2007, a descoberta do TrES-4 por uma equipa de 15 astrónomos é uma descoberta intrigante, pois trata-se de um planeta com 84% da massa de Júpiter, mas 1.7 vezes maior, o que o torna muito pouco denso.

Ora esta anomalia em termos de tamanho, significa que o planeta está insuflado por alguma fonte de calor interno cujo mecanismo desconhecemos. A forte insolação estelar não é suficiente para explicar um diâmetro tão grande. Vai, por isso, ser necessário muito trabalho teórico nos próximos tempos para explicar uma anormalidade destas.

Em Setembro de 2007, uma equipa de astrónomos do Observatório McDonald, utilizando o HET (Hobby-Eberly Telescope) descobriu mais um planeta em torno de HD 74156 na constelação Hydra. Isto eleva o total do sistema para três planetas (artigo).
Um outro planeta foi descoberto em torno de V391 Peg, uma estrela que já passou pela fase de gigante vermelha tendo entretanto expelido as suas camadas mais externas. Aparentemente o planeta sobreviveu à experiência. A descoberta, feita por uma equipa internacional utilizando o Whole Earth Telescope, foi publicada na Nature mas podem ver um resumo aqui.
Finalmente, a equipa de John Johnson que procura planetas em sub-gigantes e gigantes resultantes da evolução de estrelas de tipo espectral A, anunciou a descoberta de mais três planetas em torno das estrelas kapa CrB, HD 167042, e HD 161751.

O projecto Transitsearch liderado por Gregory Laughlin da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, tem como objectivo tentar detectar trânsitos em estrelas onde foram já descobertos planetas pela técnica da velocidade radial.
Depois de uma “travessia do deserto” o projecto descobriu o seu primeiro planeta em trânsito, e logo um sistema notável.
Já se sabia que a estrela HD 17156 na constelação Cassiopeia tinha um planeta com 3 vezes a massa de Júpiter numa órbita de elevada excentricidade (0.67) e período de translação de 21.2 dias. Baseado num modelo da órbita do planeta obtido com a plataforma de simulação systemic, Greg Laughlin calculou a janela temporal mais provável para os trânsitos do planeta (caso estes ocorressem). Observadores do projecto Transitsearch em Itália, Canárias e Estados Unidos detectaram o trânsito sensivelmente na janela prevista, em 9/10 de Setembro.
O preprint com o anúncio da descoberta está aqui.

Em Setembro de 2007, uma equipa de astrónomos descobriu um gigante de gelo (exo-Neptuno) em órbita da estrela Gliese 176. A descoberta foi feita utilizando medições precisas da velocidade radial da estrela obtidas ao longo de 5 anos com o telescópio Hobby-Eberly do Observatório de McDonald no Texas. Gliese 176 é uma anã vermelha de tipo espectral M2 V, com 50% da massa do Sol e situada a 30 anos-luz de distância. O planeta, 24 vezes mais maciço que a Terra, orbita a estrela com um período de 10.24 dias. Este é o quarto gigante de gelo detectado em torno de anãs de tipo espectral M. As outras estrelas são Gliese 436, Gliese 581, e Gliese 674.
Recentemente foram detectados transitos do gigante de gelo que orbita Gliese 436. Observações com o Observatório Spitzer permitiram medir com bastante precisão a sua dimensão e consequentemente a sua densidade e composição aproximada. Concluiu-se que se trata de um planeta estruturalmente semelhante aos gigantes de gelo do nosso sistema solar: Urano e Neptuno.

Em Outubro de 2007, o telescópio espacial Spitzer detectou o que poderá ser uma nova Terra em formação. O possível planeta em formação encontra-se num disco à volta da estrela HD 113766 que se encontra a 424 anos-luz de nós. O planeta estará dentro da chamada zona habitável da estrela, onde deverá haver temperaturas moderadas e água no estado líquido. Leiam aqui.

Em Janeiro de 2008 ocorreu a 211ª Reunião da American Astronomical Society.
Dois artigos dizem respeito à utilização dos Fine Guidance Sensors do Telescópio Hubble para a determinação astrométrica das massas reais dos planetas em torno de Upsilon And e de HD 136118 (neste caso, provavelmente uma anã castanha).
Um outro artigo estuda o exoplaneta HD 17156b, descoberto inicialmente pela técnica da velocidade radial e que, posteriormente, se veio a verificar que eclipsa parcialmente a sua estrela hospedeira. O planeta, cerca de 3 vezes mais maciço que Júpiter, tem a particularidade de ter o maior período de translação, 21.2 dias, e a maior excentricidade orbital, 0.67, de entre os sistemas com eclipses. Aparentemente o planeta tem a densidade anormalmente elevada (para um gigante de gás) de 2.5 g/cm3, superior à de Ganimedes e Calisto, por exemplo.
Um último exemplo. Neste artigo, os autores anunciam aquela que será a primeira descoberta de exoplanetas utilizando exclusivamente técnicas astrométricas. Aparentemente tratam-se de planetas em torno de anãs vermelhas na vizinhança do Sol.

Em Fevereiro de 2008, foi anunciada a descoberta de dois planetas numa estrela anónima, a aproximadamente 5000 anos-luz de distância, na fronteira entre as constelações do Sagitário e do Escorpião. Os planetas orbitam uma estrela menos maciça e luminosa que o Sol e a sua presença foi traída quando a estrela hospedeira passou em frente de uma estrela mais distante, momentaneamente aumentando o brilho da última devido a um efeito de lente gravitacional.
Se a estrela hospedeira estivesse isolada, a variação observada no brilho da estrela mais distante seria simples, com um único pico. No entanto, os astrónomos detectaram não um mas três picos, indicando a presença de mais dois corpos na proximidade da estrela amplificadora.
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A amplitude dos picos permitiu determinar a massa dos corpos e a sua classificação como planetas. O intervalo decorrido entre os diferentes picos permitiu, por sua vez, estimar a distância projectada dos planetas à estrela hospedeira.
Esta técnica denominada de microlensing tinha já sido utilizada anteriormente na detecção de outros exoplanetas, embora não tivesse sido concebida para esse fim originalmente. Devido à raridade dos alinhamentos que possibilitam o efeito de lente gravitacional, os projectos actuais concentram os seus esforços em zonas do céu com um elevado número de estrelas distantes, nomeadamente, na zona do Centro Galáctico e nas Nuvens de Magalhães.
Podem ver um excelente resumo e discussão da notícia aqui.

Em Fevereiro de 2008, foi anunciada a descoberta de três planetas em órbita das estrelas ξ Aquilae, HD 81688 (Ursa Maior) e 18 Delphini. Tratam-se de estrelas de massa superior ao Sol e que se encontram numa fase evolutiva mais avançada, no caso gigante ou sub-gigante. O artigo está aqui.

Em Janeiro de 2008, uma equipa de astrónomos espanhóis e franceses divulgou hoje um artigo no qual apontam para a possibilidade da estrela GJ 436, já conhecida pela importantíssima descoberta de um “Hot-Neptune” (GJ 436b) em sua órbita no ano passado, ter um outro planeta mais distante com cerca de 5 vezes a massa da Terra.
O planeta (GJ 436c) terá a particularidade de estar numa ressonância 2:1 com o “hot-Neptune”, mais interior. As interacções gravitacionais entre os planetas poderiam explicar a excentricidade anormal da órbita do Gliese 436b, o qual, na ausência de perturbações, deveria ter uma órbita quase circular. Os astrónomos propõem a existência do novo planeta como forma de explicar um padrão observado na velocidade radial da estrela depois de subtraído o efeito provocado pelo GJ 436b. Esta previsão poderá ser verificada através da observação cuidadosa dos trânsitos do GJ 436b, uma vez que o GJ 436c deverá provocar alterações mensuráveis na inclinação da órbita do seu vizinho mais interior. O GJ 436c será um possível “Super-Earth”.
Em Abril de 2008, GJ 436c foi divulgado como sendo o planeta extrasolar mais pequeno até ao momento. Este planeta rochoso é somente cerca de 50% maior que a Terra.
O planeta, nomeado GJ 436c, orbita uma anã vermelha; encontra-se a cerca de 30 anos-luz de distância de nós, na direcção da constelação de Leão; é 5 vezes mais massivo que a Terra; o seu ano (translacção) é de cerca 5 dias terrestres; e o seu dia (rotação) leva cerca de 3 semanas.
Este planeta é demasiado quente para nós, no entanto cálculos preliminares parecem indicar que pode ter uma temperatura mais aceitável nos pólos.
Em Maio de 2008, durante o Simpósio da União Astronómica Internacional, os astrónomos que anunciaram a descoberta de uma possível super-Terra em torno de Gliese 436 retractaram-se.
Gliese 436, uma pequena anã vermelha na constelação do Leão, ficou famosa pela descoberta, em 2007, de um “Hot Neptune” em trânsito.

Em Junho de 2008, houve vários anúncios interessantes na área dos exoplanetas.
As descobertas de planetas pelo método da velocidade radial têm vindo a diminuir de ritmo, um facto que é explicado pela teoria “core accretion” de formação planetária, a mais bem sucedida até ao momento. Na verdade a teoria prevê uma relativa raridade de planetas com massas entre a de Júpiter e a de Neptuno e a maioria dos programas apenas agora começam a revelar em números significativos os planetas “Neptunianos”. Uma descrição particularmente clara da actual situação pode ser encontrada aqui.
Várias equipas publicaram estudos de planetas em trânsito conhecidos que permitem refinar os seus parâmetros fundamentais, e.g. HD 149026b, GJ436b, HD 189733b, HD 209548b, TrES-3b, HAT-P-4b e XO-2b. Os instrumentos utilizados para estes estudos foram observatórios espaciais como o Spitzer, MOST e Hubble, ou sondas espaciais como a EPOXI. Informação actualizada sobre estes sistemas pode ser encontrada aqui.
O censo de planetas em torno de estrelas mais evoluídas, gigantes de tipo K e G, contribuiu também com novos planetas maciços em torno das estrelas 14 And, 6 Lyn, e 81 Cet.
Um estudo publicou novas restrições para as características de eventuais planetas em torno de Alfa Centauri C. Podem ver um excelente resumo dos resultados aqui.

Em Dezembro de 2008, num artigo disponibilizado na Internet, a equipa da Universidade de Genebra desvenda mais pormenores interessantes sobre os sistemas planetários em torno de HD 47186 e HD 181433. Este artigo vem na sequência do anúncio, no passado mês de Junho, da descoberta de um “neptuno quente” com 22.8 vezes a massa da Terra em torno de HD 47186 e de uma “super-terra” com 7.5 vezes a massa da Terra em torno de HD 181433.
No novo artigo, Bouchy e co-autores mostram que HD 47186 tem, para além do “neptuno quente“, um planeta com a massa aproximada de Saturno com um período orbital de 3.7 anos (a 2.4 ua da estrela). Relativamente a HD 181433, a situação é ainda mais interessante. Para além da “super-terra” existe um planeta com 0.5 vezes a massa de Júpiter (a 1.7 ua) e outro com 0.6 vezes a massa de Júpiter (a 3 ua). Notem como são diferentes (do nosso) estes novos sistemas múltiplos.
Num outro artigo, a equipa da Universidade da Califórnia em São Francisco, publica uma análise mais precisa das órbitas de exoplanetas já conhecidos, com base em observações obtidas durante vários anos no Observatório Lick. Para além das órbitas refinadas, este estudo permitiu descobrir mais um planeta em torno de HD 183263. A estrela tinha já um planeta com 3.7 vezes a massa de Júpiter (a 1.5 ua) e agora descobriu-se mais um planeta com 3.8 vezes a massa de Júpiter (a 4.3 ua). Para este último, no entanto, as margens de erro ainda são algo elevadas e serão precisas mais observações para aumentar a precisão dos parâmetros orbitais.
Não sei o que acham disto, mas eu estou simplesmente maravilhado com toda esta variedade!

O grupo de estrelas chamado de Pleiades, também conhecido como Sete Irmãs, poderá vir a ter planetas telúricos, do género da Terra.
As Pleiades são um aglomerado estelar aberto que se encontram na constelação de Touro e a que nos habituamos a chamar de “sete irmãs”.
Em 2007, foi descoberta uma nuvem de poeira ao redor de uma estrela lá, HD 23514 (tal como já tinha sido descoberta em 2005 uma nuvem semelhante à volta da estrela BD +20 307).
Ambas terão menos de 500 milhões de anos de idade, e são por isso muito jovens.
A poeira descoberta à volta delas parece-se bastante com a que o Sol teria à sua volta nos primórdios da sua evolução.
Esta nuvem de poeira deverá incluir planetesimais, que estão constantemente a colidir uns com os outros, levando à formação de planetas telúricos no futuro.
pleiades-planets
Em Janeiro de 2009, novas observações à estrela HD 23514, provam a existência dessa formação planetária e evidenciam a possibilidade da existência de planetas terrestres – como Vénus, Marte, ou mesmo Terra!
As estrelas estão a formar planetas à volta, planetas terrestres, rochosos, e também devem estar a haver colisões monstruosas entre esses planetas/planetesimais.
Colisões violentas entre planetas terrestres com tamanho razoável, parecem ser mais comuns do que pensávamos anteriormente.

Crédito da Imagem: Lynette R. Cook/UCLA.
Já em 2008, astrónomos também na Califórnia, e também utilizando observações da poeira existente ao redor das estrelas, sugeriram que ao redor de um sistema binário (ambas as estrelas como o nosso Sol em termos de massa, tamanho, e temperatura), conhecido como BD +20 307, a 300 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Carneiro, está a ocorrer uma colisão violentíssima. Os astrónomos também inferiram que a colisão está à mesma distância das estrelas que a Terra está do Sol! E também foi inferido que os planetas em colisão seriam planetas terrestres (!!) que se desintegraram mutuamente! Isto leva a pensar que se havia alguma vida lá (não se espera que houvesse), então toda a vida acabou em poucos minutos, já que este é dos eventos mais catastróficos que podemos imaginar!

Em Maio de 2009, foi descoberto o VB10b – Primeiro Planeta Astrométrico.
Foi descoberto o primeiro planeta a ser identificado inequivocamente por medições astrométricas em torno da anã vermelha VB10 (Van Biesbroeck 10), situada a 20 anos-luz na constelação Águia. O movimento do planeta (invisível) e da estrela em torno do centro de gravidade comum introduz perturbações no movimento aparente da estrela no céu nocturno. A medição dessas perturbações ao longo de vários anos permite determinar a massa do corpo perturbador e as dimensões da sua órbita.
Dois astrónomos do JPL (Jet Propulsion Laboratory) mediram durante 12 anos estas perturbações na VB10 e deduziram a presença de um planeta, VB10b, com cerca de 6 vezes a massa de Júpiter e que orbita a estrela a uma distância comparável à de Mercúrio relativamente ao Sol.
vb10b
A esta distância, e uma vez que a estrela é uma anã vermelha, o planeta não é um braseiro como os “hot jupiters” mas terá antes algumas semelhanças com o nosso Júpiter. Os astrónomos utilizaram o telescópio Hale de 5 metros do Monte Palomar para realizar as observações. Vejam a notícia aqui.

Em Agosto de 2009, a equipa do California Planet Search, que inclui entre outros o Geoffrey Marcy e a Debra Fischer, acaba de anunciar a descoberta de mais 7 planetas, descobertos através de vários anos de observações da velocidade radial de estrelas do tipo solar realizadas no Observatório Keck no Hawaii.
exoplanet
(imagem Nasa, ESA e G. Bacon (STSci))
Um dos planetas, que orbita a estrela HD 179079 em quase 15 dias, é um “Neptuno Quente” com 27 vezes a massa da Terra.
Os restantes planetas são todos gigantes de gás com massas superiores à de Saturno (entre 0.3 a 1.9 vezes a massa de Júpiter) e com períodos orbitais longos (entre 2.7 a 12.5 anos).
Uma das estrelas, Gliese 179, é uma anã vermelha, o que torna a descoberta interessante pois, tanto quanto se sabe, os planetas gigantes de gás são raros em torno de tipo de estrelas.
Para outras duas estrelas, HD 24496 e HD 126614, foram detectados, para além do respectivo planeta, estrelas companheiras anãs vermelhas
HD 126614 tem ainda a particularidade de ser a que apresenta maior metalicidade de entre aquelas em que foram descobertos planetas.
Os artigos estão aqui e aqui e a página da equipa (com actualizações pouco frequentes) aqui.
que as orbitam a maior distância.

Dois dias depois, a equipa do California Planet Search anunciou a descoberta de mais cinco planetas orbitando as estrelas HD 30562, HD 86264, HD 87883, HD 89307, HD 148427 e a confirmação de uma descoberta anterior de um planeta em torno da estrela HD 196885A
E uma outra equipa anunciou dois novos planetas em torno das gigantes de tipo espectral K, 11 UMi e HD 32518.
(membro de um sistema binário).

Um dia depois da publicação das descobertas pela equipa do California Planet Search, uma equipa “Suiça” que inclui Michel Mayor, Didier Queloz e o “nosso” Nuno Santos anunciou a descoberta de quatro novos planetasHD 140718, HD 171238 e HD 204313.
Earthlike-Moon
A primeira estrela, HD 140718, uma anã de tipo G9, tem dois planetas de massas 2.1 e 6.6 vezes a de Júpiter e períodos de 44 dias e 2.7 anos, respectivamente.
O planeta que orbita HD 171238, uma anã de tipo G8, tem 2.6 vezes a massa de Júpiter e um período de 4.2 anos.
O planeta que orbita HD 204313, uma anã de tipo G5, tem uma massa de 4 vezes a de Júpiter e um período de 5.3 anos.
As descobertas foram feitas pela técnica da variação da velocidade radial e utilizando o espectrógrafo CORALIE instalado no Observatório de La Silla no Chile.
lasilla
maciços em órbita de três estrelas –